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Falando Francamente

• 4/12/2008 - Câmara quer derrubar resolução do TSE sobre fidelidade

por Maurício Cardoso

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados analisa, nessa quarta-feira (5/12), Projeto de Decreto Legislativo que suspende a aplicação das normas baixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para perda de mandato de deputados que mudaram de partido após a eleição. De autoria do deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), a proposta vai a votação com parecer favorável do relator, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

A proposta susta a Resolução 22.610 , de 25 de outubro de 2007, do TSE, que disciplina o processo de perda de cargo eletivo e de justificação de desfiliação partidária. Anula também todos os atos expedidos com base nesta resolução.

Caso o projeto seja aprovado, a decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou que candidato que troca de partido depois da eleição está sujeito à perda do mandato, passa a depender, para ser aplicada, de aprovação de lei pelo Congresso regulamentando a matéria. Ou que o TSE regulamente o procedimento de perda de mandato, de acordo com a decisão do STF, sem inovar.

A Justiça Eleitoral já recebeu mais de 1,7 mil pedidos de partidos que querem obter de volta os mandatos de políticos considerados infiéis. Nesse total, estão nove processos ajuizados perante o TSE.

Regis de Oliveira justifica sua iniciativa com a alegação de que a Resolução “extrapola as competências constitucionais do Poder Judiciário e invade a esfera de competência do Poder Legislativo, na medida em que, por meio de ato normativo regulamentar do Código Eleitoral, trata de matéria reservada à lei no sentido estrito”.

O argumento de Oliveira é reforçado por Marcelo Itagiba em seu parecer. Afirma Itagiba: “Vale asseverar a oportunidade e a conveniência política do Projeto de Decreto Legislativo em análise, dada as últimas iniciativas do Poder Judiciário arvorando-se à atuação legislativa e a sua nefasta repercussão para o Congresso Nacional”.

Itagiba diz ainda que mesmo diante da inoperância do Legislativo em produzir as leis que a sociedade demanda, caberia ao Judiciário provocá-lo através do Mandado de Injunção e não tentar substituir o outro poder, fazendo ele mesmo as leis que o Legislativo não faz.

Referindo-se à Resolução do TSE, Itagiba afirma em seu parecer que “o ato normativo expedido pelo Poder Judiciário, objeto da presente proposta, desenganadamente, usurpou as atribuições constitucionais do Congresso Nacional para legislar sobre direito processual, eleitoral (inciso I do artigo. 22 da Constituição) e sobre cidadania (inciso XIII do mesmo artigo), criando tipos de exclusão de infração partidária (incisos do parágrafo 1º do art. 1º da Resolução), definindo hipóteses de perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária, outorgando a quem tenha interesse jurídico e ao Ministério Público, legitimidade ativa para requerimento de cassação ao partido”.

O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), membro da CCJ, entende que são grandes as chances de o projeto virar Decreto Legislativo, já que entende que o TSE realmente exorbitou de suas atribuições. “O TSE legislou e de forma muito estranha cerceando o direito de defesa quando determina a perda de mandato por decisão administrativa irrecorrível”, diz.

Dino, que se diz a favor da fidelidade partidária e concorda com a decisão do STF, diz que já tem um Projeto de Lei no Congresso esperando só o desfecho da tramitação da CPMF para entrar na pauta de votação. Diz também que o TSE tem competência para disciplinar a decisão do STF. “Ele só não pode inovar e legislar”, diz.

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2007

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• 26/4/2008 - Convite especial de formatura 'curso de Oratória'.

A turma especial dos formandos do curso de Oratória do SENAC/SE se sente honrados em convidar vossa senhoria e estimada família para participar da apresentação do TCC do jornalista Cristiano Batista dos Santos, onde abordará a temática “Redução da maioridade penal: o argumento falacioso e equivocado”, sob a orientação do jornalista Walter de Souza. O evento realizar-se-á às 14 horas da segunda-feira 28 de abril de 2008, no auditório da Escola Legislativa do Estado de Sergipe, sito à praça Fausto Cardoso, s/n, centro, Aracaju/SE.

Ficaremos imensamente honrados com vossa presença.

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• 23/4/2008 - Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 - Regulamento 2008

CAPÍTULO I - DO PRÊMIO

Art. 1º O Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 é uma iniciativa da Fundação Victor Civita que visa identificar, valorizar e divulgar experiências educativas de qualidade, planejadas e executadas por professores em escolas de ensino regular.

Art. 2º Está aberto exclusivamente a professores em exercício da rede pública e da privada, escolas comunitárias ou filantrópicas de acesso público nas diversas disciplinas, de Educação Infantil, de 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, urbanas ou rurais, em todo o território nacional.

Parágrafo Único Os professores, diretores e coordenadores pedagógicos de escolas que tenham projetos de formação apoiados pela Fundação Victor Civita encontram-se impedidos de participar do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. As eventuais inscrições efetuadas em desacordo com a presente disposição serão automaticamente desconsideradas.

Art. 3º A categoria especial, denominada “prêmio escola”, está aberta para diretores e coordenadores pedagógicos e visa identifi car e valorizar as escolas públicas que, comprovadamente, implementaram um projeto de melhorias educacionais.

CAPÍTULO II - DA PARTICIPAÇÃO

Art. 1º O período de inscrições para a edição 2008 será de 11 de junho a 13 de julho. Os trabalhos que chegarem antes ou depois do prazo estabelecido serão automaticamente desclassificados.

Art. 2º A inscrição estará aberta para experiências escolares que possam ser comprovadas, relativas a qualquer disciplina ou área do conhecimento e que tenham sido realizadas e concluídas entre 2007 e junho de 2008, sendo que cada
participante poderá se inscrever com um único trabalho.

Art. 3º O trabalho deve ser inscrito no nome de apenas um(a) professor(a). Mesmo os trabalhos desenvolvidos em grupo devem ser inscritos em nome de apenas um dos integrantes, mencionando os demais participantes.

Parágrafo Único A FVC premiará somente o(a) professor(a) em nome do(a) qual o trabalho foi inscrito, não se responsabilizando pela divisão do prêmio entre os demais integrantes do grupo. Somente o(a) inscrito(a) participará da festa de entrega do prêmio e dos respectivos eventos promovidos pela FVC.

Art. 4º O período de inscrições para a categoria especial “prêmio escola” também será de 11 de junho a 13 de julho de 2008, podendo ser inscritos projetos realizados durante 2007 ou que estiverem sendo desenvolvidos em 2008. O projeto
precisará ser inscrito em nome do diretor escolar ou do coordenador pedagógicoe ser apresentado de forma clara e objetiva, informando os motivos que levaram a equipe escolar a realizá-lo.

CAPÍTULO III - DO TRABALHO

Art. 1º As inscrições devem ser feitas via internet, pelo site www.fvc.org.br, ou via EBCT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, como carta registrada, com Aviso de Recebimento endereçado a:

PRÊMIO VICTOR CIVITA 2008
Av. das Nações Unidas, 7221 – 6º andar
CEP. 05425-902 – São Paulo – SP


Parágrafo Único Os participantes deverão enviar seus trabalhos junto com a FICHA DE INSCRIÇÃO, devidamente preenchida, publicada na revista NOVA ESCOLA e disponível no site
www.fvc.org.br. O documento estará disponível a partir de 03 de junho na internet e de 09 de junho na edição impressa. Valerá como comprovação do envio a
data do recibo da internet ou o carimbo do correio na data da expedição.

CAPÍTULO IV - DA APRESENTAÇÃO

Art. 1º O trabalho deverá ser datilografado, escrito a mão de maneira legível ou digitado em fonte Times, corpo 12, espaço simples, em no máximo 6 páginas de papel tamanho A4.

Art. 2º O trabalho deverá ser um relato de uma experiência educativa, desenvolvida em turma regular, e conter: Justifi cativa (motivos para a realização do trabalho); Objetivos (o que queria que seus alunos aprendessem); Conteúdos
Curriculares (os conteúdos que desenvolveu para atingir os objetivos); Metodologia (como o trabalho foi desenvolvido — passo a passo) e Avaliação (do processo de aprendizagem dos alunos e do trabalho pedagógico do professor). Não deverão ser enviados outros materiais (impressos, fotos, vídeos etc.) além do trabalho acima descrito.

Art. 3º As inscrições para a categoria especial “prêmio escola” deverão ser feitas mediante o relato do projeto desenvolvido pela instituição escolar, em no máximo 6 (seis) folhas, abordando os seguintes tópicos: a) Objetivos do Projeto:em ordem de importância – do geral para o específi co – deverão ser explicados os avanços buscados pela equipe escolar e serem destacados os objetivos de cada um dos atores envolvidos na implementação do projeto: diretor, coordenador pedagógico, professores, alunos, pais, organizações não-governamentais e outros.
Deverão ser informados, ainda, o contexto em que a escola encontra-se inserida, mediante um breve histórico da mesma, e o perfi l da comunidade atendida e de seus alunos; b) Conteúdos curriculares: deverão ser especificados os principais conteúdos trabalhados no projeto para atingir os objetivos propostos; c) Metodologia: i) Passo-a-passo do projeto e das atividades propostas, respeitando a ordem cronológica; ii) Recursos humanos e materiais utilizados; iii) Articulação entre as ações; d) Avaliação: em relação ao processo de aprendizagem dos alunos, deverão ser mencionados o que de fato eles aprenderam e os instrumentos
utilizados para o acompanhamento dos progressos. Em relação ao trabalho pedagógico da equipe escolar, deverá constar o desempenho de cada ator no desenvolvimento do projeto e o que poderia ser mudado ou aperfeiçoado se o projeto viesse a se repetir.

CAPÍTULO V - DO PROCESSO DE SELEÇÃO

Art. 1º Serão selecionados os trabalhos que tenham adequação didática e clareza entre o que se queria ensinar e como foi desenvolvido, as aprendizagens alcançadas, bem como pela pertinência do conteúdo em relação ao currículo
escolar, respeito à faixa etária dos alunos e o contexto.

Art. 2º Serão três as etapas consecutivas de seleção: a) Seleção dos 50 (cinqüenta) melhores trabalhos enviados; b) Escolha dos 10 (dez) trabalhos premiados como Educadores Nota 10 entre os 50 (cinqüenta) trabalhos selecionados;
c) Indicação do Educador do Ano 2008, entre os 10 (dez) trabalhos premiados.

Art. 3º Na categoria especial “prêmio escola”, será selecionado o melhor projeto no que se refere a: adequação entre seus objetivos e as ações desenvolvidas, articulação entre o trabalho de diferentes atores (diretor, coordenador pedagógico, pais etc.) e os conteúdos trabalhados, além do impacto promovido nas aprendizagens dos alunos.

CAPÍTULO VI - DA PREMIAÇÃO

Art. 1º A FVC destinará R$ 100.000,00 (cem mil reais) para os Educadores Nota 10, cabendo a cada um a importância de R$ 10.000,00 (dez mil reais), diploma e troféu.

Art. 2º Os 50 (cinqüenta) melhores trabalhos selecionados na primeira etapa receberão menção honrosa e uma assinatura anual gratuita da revista NOVA ESCOLA.

Art. 3º Os 10 (dez) trabalhos premiados serão divulgados pela revista NOVA ESCOLA.

Art. 4º A escolha e a premiação do Educador do Ano acontecerão durante a festa do Prêmio Victor Civita — Educador Nota 10, no mês de outubro de 2008, em São Paulo, em local e data a serem comunicados posteriormente.

Parágrafo Único A FVC arcará com as despesas de viagem e estada dos vencedores que residirem fora da cidade São Paulo, sem direito a acompanhante.

Art. 5º Na categoria especial “prêmio escola”, a FVC destinará a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), que será dividida entre a instituição escolar escolhida e o diretor escolar ou coordenador pedagógico que efetuou a inscrição, sendo o prêmio de R$ 10.000,00 depositado na conta corrente da escola ou na conta da APM, em conformidade com a orientação de seus responsáveis e os restantes R$ 10.000,00 depositados na conta corrente indicada pelo seu respectivo
diretor escolar ou coordenador pedagógico.

CAPÍTULO VII - DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS

Art. 1º É de inteira responsabilidade do professor ou professora que se inscreveu o ônus relativo aos direitos autorais de textos, imagens e outros meios que acompanharão seu trabalho. No caso de imagem de alunos, é importante ter a autorização dos pais ou responsáveis.

Art. 2º Ao se inscreverem, os participantes autorizam automaticamente a FVC a utilizar, editar, publicar, reproduzir, por meio de jornais, revistas, televisão, rádio e internet, imagens, conteúdos e qualquer informação, sem restrição de espécie alguma.

Art. 3º Os materiais que forem encaminhados por solicitação da FVC, no caso de o participante ser selecionado, não serão devolvidos. Caberá à FVC seu arquivamento ou destruição.

Art. 4º A escolha dos fi nalistas, do Educador do Ano, dos selecionadores e da Comissão Julgadora, assim como a decisão de casos omissos nesse regulamento, serão de inteira responsabilidade da FVC de forma soberana e irrecorrível.

Art. 5º A participação no Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 implica a aceitação irrestrita deste regulamento.

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• 23/4/2008 - Caso Isabella: testemunhas serão ouvidas -


Fonte: G1.com

oglobo.com

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galiano, disse na tarde desta terça-feira (22) que vários motivos levaram ao adiamento da coletiva sobre os laudos do caso Isabella.

Entre as razões, segundo o delegado, está a ausência de quatro depoimentos que ele considera “imprescindíveis” para conclusão do inquérito. Os depoimentos seriam os depoimentos do avô paterno e da tia de Isabella, Antônio e Cristiane Nardoni, e de mais dois vizinhos do casal.

As explicações foram dadas durante entrevista na sede do departamento, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. O delegado lembrou que o inquérito ainda corre em segredo e não deu detalhes sobre as testemunhas que ainda serão ouvidas.

Galiano mencionou também o questionamento dos laudos por parte da defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. “Os laudos foram questionados. Eles estão sendo anexados aos autos na data de hoje. As perguntas inerentes aos laudos que foram feitas aos indiciados, foram feitas com base em quando o delegado esteve no apartamento e quando conversou com peritos”, disse o delegado.

Na segunda-feira (21), os advogados de defesa do casal informaram que iriam entrar com uma representação contra a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. "A Polícia Civil não vai entrar em confronto com a defesa. A defesa é técnica e nós também somos técnicos", disse o delegado.

Seis volumes

Galiano negou ainda que o adiamento se devesse a qualquer fato novo nas investigações. "Não há nenhum tipo de equívoco, nenhum tipo de incidente. É a cautela para privilegiar o interesse público. Não há nenhum elemento novo. É cautela nas investigações", disse ele, acrescentando que a polícia tem até o final do mês para conclusão do inquérito.

Indiretamente, ele disse não descartar a possibilidade de extensão do prazo das investigações (que são de 30 dias, renováveis por mais 30). O inquérito do caso Isabella, segundo Galiano, já tem seis volumes.

Também participou da entrevista o delegado titular do 9º Distrito Policial, Calixto Calil Filho, responsável pelas investigações do caso. Ele, porém, não fez nenhum pronunciamento. A coletiva sobre os laudos havia sido anunciada no sábado (19). Técnicos do Instituto de Criminalística (IC) e representantes da Polícia Civil iriam apresentar nesta terça detalhes do trabalho da perícia.

Reconstituição
Galiano afirmou ainda que, durante uma reunião na manhã desta terça, delegados envolvidos no caso decidiram realizar a reconstituição do crime antes da divulgação dos laudos à imprensa e da remessa do inquérito ao Ministério Público de São Paulo.

"As informações divulgadas hoje poderam servir de instrução (por parte da defesa do casal) na reconstituição", disse. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá devem participar da reconstituição. O promotor Francisco Cembranelli disse que a reconstituição deve ocorrer no domingo.

O delegado do Decap mencionou também o período em que Anna Carolina Jatobá ficou presa no 89º Distrito Policial e informou que, em nenhum momento, ela ficou em cela junto com outras presas. A referência foi feita por causa de notícias de que ela teria sido agredida durante a prisão temporária. Segundo ele, Anna Carolina não informou ao médico responsável pelo exame de corpo de delito que teria sofrido ferimentos.

Ele não informou sobre o pedido de uma possível prisão preventiva do casal.

Depoimentos
Também nesta terça-feira (22) estavam programados os depoimentos do avô paterno e da tia de Isabella, o advogado Antônio Nardoni e sua filha, Cristiane. Os depoimentos também foram adiados e remarcados para as 16h esta quarta-feira (23) na sede do 9º Distrito Policial, no Carandiru, na Zona Norte da capital paulista.

Essa é a segunda vez que os depoimentos de Antônio e Cristiane Nardoni são adiados. A SSP havia informado inicialmente que o motivo do adiamento era a entrevista coletiva sobre as investigações da morte da menina, que também foi adiada.

Pouco depois das 14h30, ao saber que os depoimentos foram cancelados, os advogados de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá passaram pela delegacia no Carandiru e não quiseram falar com os repórteres que estavam na frente do local.

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• 23/4/2008 - Deus nos livre da mídia - audiência dos telejornais cresceu até 46%

Fonte: Infonet.com.br, de 22/04/2008

Por. Cristian Góis

Já escrevi sobre este tema em semanas anteriores (Caso Isabella e os crimes da imprensa). Tinha me prometido a não render essa história por convicções pessoais. Mas diante de tantos abusos e absurdos, creio que é dever de consciência voltar a me manifestar sobre ele. Trata-se do assassinato da menina Isabella, ocorrido em 29 de março, em São Paulo, um caso de grandiosa repercussão, além do limite, e que serve para muitas análises.

O que a mídia está fazendo neste episódio, em conluio com polícia e até com um promotor de Justiça, é algo imperdoável, profundamente inaceitável e que supera todos os limites de humanidade. A criança “cai” do prédio onde estava com o pai e a madrasta na noite de um sábado. No dia seguinte, domingo, os programas de televisão e os sites de notícias já apontam o pai e a madrasta como os potenciais criminosos, sem qualquer chance de mínima defesa e sem o mínimo indício de fatos concretos.

Na segunda-feira, dois dias depois do “crime”, a política, ainda sem qualquer indício real, reúne imprensa e diz que os dois (pai e madrasta) são os principais e únicos fortíssimos suspeitos. Estava ali um prato cheio para a imprensa sensacionalista e de resto para toda mídia. Os suspeitos aparecem em jornais e programas de rádio e tv como culpados e são tratados como monstros que devem ser justiçados, isto é, executados, mortos, sem meias palavras. É decretado sigilo no caso, mas a cada segundo tem um laudo e um depoimento exclusivo dado à policia nas mãos de todo Brasil.

A divulgação do caso é medida por institutos de pesquisa e bate altos picos de audiência, derrotando novelas e programas de auditório. Como os enredos das novelas já estavam prontos, mudam-se então os programas de auditório que passam a dramatizar o caso Isabella. Os editores de jornais, emissoras de rádio e tv e de internet perceberam que estavam nas mãos com um filé mignon para faturar com a audiência: o cadáver de uma menina de cinco anos e o envolvimento direito do pai e madrasta em seu assassinato.

Como abutres insaciáveis, jornalistas são deslocados para cobrir em regime de plantão absoluto cada passo da história. Com câmeras e microfones ligados 24 horas, a tragédia familiar acaba se tornando uma novela, um reality show. Mas o segredo macabro do sucesso e do aumento da audiência não é apenas acompanhar os fatos à distância, não vale somente noticiar. Como se a história fosse um Big Brother, a mídia invade casas, intimidades de pessoas, interfere diretamente nas ações policiais, produz laudos e perícias, coloca escutas, mente, omite, desinforma, e principalmente chama a participação do público para a execução de dois suspeitos.

As movimentações de jornalistas e dos “curiosos” nas casas dos suspeitos e nas delegacias são exatamente idênticas ao desfecho semanal do BBB da rede Globo, quando os participantes são eliminados sob a euforia do público. Assim, o mundo podia pegar fogo, mas o que importa para a mídia é a audiência do caso Isabella, que já já acaba e outro fato entre nessa roda viva absurda. No mesmo final de semana do crime daquela menina, dez pessoas foram assassinadas numa favela do Rio de Janeiro “num confronto com a polícia”. Um dos mortos foi por coincidência uma menina de três anos, Bárbara Silva. Uma bala perdida. Mas esse fato sequer ganhou o status de notícia pela mídia. Nada disso importa, o que vale é o caso Isabella e os pontos na audiência.

O resultado é que, com a cobertura da morte da menina Isabella, a audiência dos telejornais cresceu até 46% na primeira quinzena deste mês. A informação é da coluna Outro Canal, de Daniel Castro, na Folha de S. Paulo. A audiência do "Balanço Geral", da Record, cresceu 25%. O programa tinha em seu cenário uma cama, como se fosse a de Isabella. Já o "Fala que Eu Te Escuto", da Igreja Universal, "reconstituiu" o crime com atores. No "Jornal Nacional", a cobertura chegou a ocupar 15 minutos e 20 segundos na edição do dia 15 de abril, o equivalente a 37% do telejornal. A Globo mobilizou 18 repórteres, oito produtores e 20 cinegrafistas para cobrir o caso. O “Jornal Nacional” também montou um quatro virtual para que o público pudesse sentir o clima do crime.

Como as pessoas que assistem o BBB acabam assumindo paixões e ódios pelos participantes, assim é o caso Isabella. Estimulados diretamente pela mídia para externarem sentimentos de revolta, indignação, intolerância, centenas de pessoas são chamadas às portas das casas dos suspeitos e delegacias com o desejo de vingança para matar, executar, eliminar o casal. Vale até usar a religião para justificar a violência. Muitos rezavam pela morte dos “criminosos” ao mesmo tempo de acendiam velas pela alma da menina. Ontem, por exemplo, aproveitando a onda das audiências, o padre Marcelo Rossi entra em jogo e faz uma gigantesca missa para prestar solidariedade a família da menina. Leva para o show cantores e atores, como Xuxa. Que vergonha!

É claro que os indícios apontam o casal como responsável pela morte de Isabella. É claro que todos desejam justiça, esclarecimento dos fatos, prisão e condenação dos envolvidos. É claro que o grau de impunidade gera desconfiança. Mas daí mover uma campanha antecipatória dos fatos, transformar o caso numa novela forçando fatos e situações, e convocar, direta e indiretamente, as pessoas para agir na execução sumária de suspeitos é ultrapassar os limites de humanidade. As pessoas que têm um pouco de bom senso não podem aceitar isso. Vale tudo isso (inclusive matar fisicamente pessoas) por conta de audiência, que por sua vez, resultam em mais anunciantes e mais verbas publicitárias, tudo sem limite? Claro que não.

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• 21/4/2008 - Defesa de casal Nardoni vai à Corregedoria relatar irregularidades

CAROLINA FARIAS da Folha Online

Os advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, pai e madrasta de Isabella, entrarão terça-feira (22) com uma representação na Corregedoria da Polícia Civil contra possíveis irregularidades na condução do inquérito que investiga a morte da menina, arremessada do sexto andar do apartamento do casal, na zona norte de São Paulo, no dia 29 de março. Para a defesa, a investigação é tendenciosa e parcial.

O casal afirma que Isabella foi jogada da janela por uma terceira pessoa --um assaltante ou desafeto--, que entrou no imóvel sem ser vista. A tese é a mesma defendida por seus advogados Marco Polo Levorin, Rogério Neres de Souza e Ricardo Martins.

Na sexta-feira (18), Nardoni e Anna Jatobá foram indiciados por homicídio doloso (com intenção) com três agravantes: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Antes de ser jogada pela janela, Isabella foi asfixiada.

Para Martins, o inquérito --conduzido pelo 9º Distrito Policial (Carandiru)-- tem uma série de irregularidades. Entre elas, a defesa do casal aponta o fato de, durante os depoimentos ocorridos na sexta-feira (18), ter sido feita a menção do laudo sobre a morte da garota. No entanto, diz Martins, o documento, ainda não foi concluído e não integra o inquérito.

"Não poderia, de forma alguma, ser feita a menção de um laudo que a defesa sequer chegou a ter contato, muito menos a autoridade policial, porque não consta no inquérito. E, se não consta, é um laudo inexistente", diz o advogado.

Outro ponto apontado por Martins é o fato de haver duas testemunhas, que estão preservadas e protegidas, que afirmam ter visto Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, em um bar na noite em que ocorreu o crime. Mas, segundo o advogado, há uma terceira testemunha que teria dito que viu a tia de Isabella em outro bar.

"Existe um contrasenso. Outra testemunha afirma tê-la visto em um outro estabelecimento. Então a gente não sabe exatamente o que está acontecendo, qual a versão é realmente correta. Vamos levar isso à Corregedoria para pedir esclarecimento e para mostrar que há uma certa tendência e precipitações", afirmou Martins.

Vulnerabilidade

Para o advogado, a Corregedoria tem de investigar o fato de um pedreiro que trabalhava em uma obra aos fundos do edifício London relatar que o portão da casa em construção ter sido arrombado na noite do crime, conforme informou primeiramente a Folha.

O sobrado fica nos fundos do prédio, e do telhado da churrasqueira é possível acessar a obra, disse o pedreiro à reportagem na época.

"Ele [pedreiro] deu depoimento para um jornalista da Folha dizendo que o local havia sido arrombado, que apesar de não terem levado nada, alguém entrou lá. Foi feita inclusive uma foto da pegada do teto da churrasqueira. Mas quando ele vai à delegacia prestar seu depoimento, ele muda totalmente sua versão. Nada mais viu, nada mais sabe. Isso é no mínimo estranho", disse o advogado.

Martins também reclama que as investigações "não têm amplitude e seguem uma linha restrita", o que prejudica a defesa do casal. Ele diz que que a polícia "despreza" testemunhas que têm importância no inquérito.

Uma lista com 22 nomes foi entregue no 9º DP pela defesa do casal para que essas pessoas fossem convocadas pela polícia. Até esta segunda-feira, segundo Martins, somente duas foram ouvidas.

"São pessoas imprescindíveis. Uma das coisas que elas mencionam e que as torna imprescindíveis é o fato de comprovarem a perda das chaves [do apartamento], ingresso no apartamento de forma descontrolada e a existência de uma porta lateral que dá acesso à garagem. Tudo que mostra a vulnerabilidade do edifício. Eles estão tratando esse edifício como uma fortaleza", afirmou Martins.

De acordo com o advogado, a cerca elétrica do prédio não funciona e o circuito interno de câmeras não gravam as imagens.

Cena do crime

Quando Martins fala em "amplitude de investigação", ele fala não somente do rol de testemunhas mas também questiona a preservação do apartamento onde Isabella foi asfixiada e depois arremessada pela janela. Segundo o advogado, não houve preservação do local do crime.

"Todas as pessoas possíveis e inimagináveis adentraram naquele apartamento [na noite do crime]. O síndico, o zelador, subsíndico, mulher do subsíndico, pessoas ligadas ao prédio, moradores, policiais, peritos, todos. Não houve sequer a preservação do local. Como é possível a perícia identificar quais daquelas pegadas, ou mesmo impressões digitais, são daquelas que cometeram o delito e daquelas que não cometeram?", diz o advogado.

No sábado (19), informações extra-oficiais apontaram que a uma marca de pegada, encontrada no lençol da cama que ficava próxima à janela, seria de Nardoni.

Exames feitos pela Polícia Técnico-Científica apontam que o crime pode ter sido cometido por Nardoni e pela madrasta da menina.

Depoimentos

A Polícia Civil espera ouvir amanhã Antonio Nardoni, avô de Isabella, e Cristiane. Ambos deveriam ser ouvidos no último sábado (19), mas os depoimentos foram adiados.

Ontem (20), em entrevista ao "Fantástico", da Rede Globo, Nardoni e Anna negaram envolvimento na morte da menina. Foi a primeira entrevista concedida pelos dois desde que foram apontados pela polícia como suspeitos do crime.

Segundo o advogado, a entrevista foi concedida para mostrar ao público a "verdadeira face do casal". Nardoni e Anna tiveram o depoimento de sexta-feira marcado pela hostilização do público. Uma multidão compareceu à rua da delegacia com cartazes para manifestar a indignação pela morte da menina.

"[A entrevista] foi para demonstrar as pessoas deles, a união, a harmonia da família. Não podemos julgar pessoas sem antes termos provas", disse o advogado.

Outro lado

Por meio de sua assessoria de imprensa, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que se manifestará somente após a Corregedoria receber oficialmente a representação.

Leia mais

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• 20/4/2008 - A IMPORTÂNCIA DO MARKETING INTERNO

 

Prof. Marins

Conheço grandes grupos empresariais de renome e mesmo empresas de médio porte que se preocupam bastante com sua imagem externa e tem um incrível descuido na tarefa fundamental de cuidar da imagem interna ou de "vender a empresa para seus próprios funcionários", ou ainda no que hoje se chama de "marketing interno" ou mesmo simplesmente na "comunicação interna".

É incrível como boa parcela dos funcionários de uma empresa desconhece totalmente os planos, projetos ou mesmo a realidade da própria empresa - onde ela está investindo, abrindo filiais, etc. Sentindo-se muitas vezes "traídos" por serem os últimos comunicados dos progressos e dos insucessos da empresa em que trabalham.

É preciso cuidar com extremo carinho e cuidado da comunicação interna. Principalmente quando se trata de grupos empresariais de grande porte, a ausência de comunicação sistemática é altamente desmotivadora. Ficar sabendo das coisas pelos jornais ou pela boca de pessoas de fora da empresa, é algo que nenhum funcionário perdoa à sua empresa. E não bastam só os famosos boletins ou jornais empresariais que poucos lêem e para os quais ninguém manda notícias relevantes. É preciso um trabalho sério de "marketing interno" que deve ter os mesmos cuidados ou até maiores do que as ações de marketing externo. Assim, reuniões, murais, comunicados, jornais, vídeos, exposições, seminários, etc., vem sendo hoje utilizados com grande preocupação como instrumentos de comunicação interna com o objetivo de realmente "conquistar o cliente interno - o funcionário - para a empresa".

Nesta semana, gostaria de sugerir que você fizesse um diagnóstico do processo de comunicação interna na sua empresa. Seus funcionários sabem dos planos e projetos da empresa? Eles participam? Opinam? Como ficam sabendo? Formal ou Informalmente? Qual foi a última vez que você fez um seminário, reunião geral, etc. onde todos os seus funcionários graduados, principalmente gerentes, tiveram a oportunidade de ouvir dos seus companheiros e dizer a eles o que estão fazendo, como e por quê?

Sem conhecimento não há integração. Sem integração não haverá qualidade. Sem qualidade não haverá sucesso. Cuide com muito cuidado da comunicação interna de sua empresa. Faça um bom marketing interno.

Faça com que todos conheçam, de fato, o que é o que quer e para onde vai à empresa para a qual trabalham.

 

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• 19/4/2008 - Juiz e promotor de Niquelândia serão ouvidos sobre prostituição de adolescentes

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da PedofiliaEntenda o assunto ouve na terça-feira (22), às 9h30, o promotor do Ministério Público (MP) Bernardo Boclin Borges e o juiz Rinaldo Aparecido Barros. Eles se notabilizaram pela prisão e denúncia de pessoas relacionadas à prostituição de adolescentes em Niquelândia, cidade de 33 mil habitantes localizada no norte de Goiás, a 300 quilômetros de Goiânia.

Em junho de 2007, Niquelândia foi abalada pelo escândalo envolvendo 23 pessoas acusadas de explorar sexualmente duas adolescentes, de 14 e de 15 anos, moradoras de Itapuranga, cidade do noroeste do estado, segundo matéria publicada no site do jornal Diário do Norte (http://www.jornaldiariodonorte.com.br/site/cidades.php?cod=144) e que serve de subsídio para os integrantes da CPI. As ações criminosas começaram a ser investigadas em 24 de abril, quando uma das adolescentes foi levada ao Conselho Tutelar, depois de abordagem da Polícia Militar.

De acordo com o jornal, 18 das 23 pessoas foram denunciadas por terem mantido algum contato sexual com as adolescentes, com ou sem pagamento. A agenciadora das garotas era a tia de uma delas, Marta Alves Vieira, dona de um bar na periferia da cidade.

Entre as autoridades locais que fizeram programas com as garotas estão um vereador (Neira Matos Ribeiro de Araújo, do PDT); o chefe de gabinete da prefeitura (José Geraldo Gavazza Pedroni); o secretário de Agricultura (Rusley Olegário Dias); e o ex-diretor da Agência Prisional (Leandro Alves da Silva).

O prefeito, Ronan Batista, seria o 24º envolvido. Ao negar as acusações, ele disse ao delegado Gerson José de Souza que uma menor o procurou "apenas para conseguir um emprego na prefeitura". Em razão do cargo, Ronan tem foro privilegiado. Só pode ser denunciado pelo procurador-geral de Justiça de Goiás, Eduardo Abdon Moura. O inquérito que investiga a participação dele corre em separado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente em Goiânia, e está sendo conduzido pela delegada Adriana Sauthier Accorsi.

Entre os denunciados estão também empresários, comerciantes e trabalhadores, inclusive um motorista da prefeitura de Niquelândia, Anderson da Silva Rocha. Os clientes pagavam entre R$ 50 e R$ 80 para consumar as relações sexuais ou presenteavam as meninas com aparelhos celulares. O comerciante Revair Ferreira Rocha foi denunciado por fornecer cocaína e bebidas alcoólicas para uma delas, em troca dos atos sexuais.

Ainda de acordo com o Diário do Norte, a estudante Dátila Abadia Evangelista Batista Calaça, de 23 anos, foi denunciada por crime de corrupção de menores (Código Penal, artigo 218), por manter um relacionamento amoroso com a adolescente de 14 anos. Também foi denunciado Sílvio Roberto Dias, proprietário de um hotel, por ter facilitado o encontro do vereador Neira Matos com uma das adolescentes; Arlindo Bispo de Souza, proprietário de um motel onde se deu a maioria dos programas; e o radialista Gilmar Alves da Silva, que teria emprestado sua casa para viabilizar um encontro entre a adolescente de 15 anos e o prefeito.

O vereador, que esteve preso preventivamente, pagou fiança de 20 salários mínimos (R$ 7,6 mil) e agora responde ao processo em liberdade. O comerciante João Almeida, conhecido como João Galinha, de 61 anos, é o único ainda preso. Oito deles fugiram e os demais estão respondendo ao processo em liberdade.
Nelson Oliveira / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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• 18/4/2008 - Aniversário de Paul Harris - o fudador do Rotary

Paul Percy Harris, nasceu em 1868, em 19 de abril, na localidade denominada Racine, Wisconsin, nos Estados Unidos, sendo um dos cinco filhos do casal Cornelia e George T. Harris; entretanto fora criado, desde a idade de três anos, por seus avós paternos residentes em Wallinford, em Vermont – Nova Inglaterra – EUA.

Paul Harris diplomou-se como Advogado em 1891, pela Universidade de Princepton, com 23 anos de idade; somente ingressando na profissão após cinco anos de formado, porquanto, ao longo deste período, viajou pela França, Inglaterra; Bélgica; Suíça; Holanda; Irlanda; Áustria; Itália; Cuba e Bahamas, preparando-se para o exercício da profissão, atuando em diferentes atividades, em diversas partes do mundo, para sua sobrevivência. Em 1896 estabeleceu, em Chicago, um escritório de advocacia.

Paul Harris em 1910, aos 42 anos, casou-se com Jean; não deixando filhos. Rotary surgiu em 23 de fevereiro de 1905, entendendo Paul Harris que seria bom um grupo de homens de negócios e outros profissionais reunirem-se, periodicamente, a fim de melhor se conhecerem. Embora dedicasse muito de seu tempo ao Rotary, Paul Harris destacou-se também por seus trabalhos cívicos e profissionais. Foi primeiro diretor-presidente da Sociedade Nacional (e também internacional) Pró-Crianças e Adultos Deficientes; membro do Conselho Diretivo da Ordem dos Advogados de Chicago e seu representante no Congresso Internacional de Direito em Haia, além de membro da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos.

Como presidente-emérito do Rotary International, foi condecorado pela Organização dos Escoteiros da América e pelos governos do Brasil, Chile, Equador, França, Peru e República Dominicana.

Ao ser solicitado para escrever uma mensagem para os, então, 1.800 sócios dos Rotary Clubs, ele respondeu com um ensaio tão longo que teve que ser impresso em uma gráfica. O resultado disto foi o lançamento em 1º de janeiro de 1911, do Vol. 1, Nº 1 do boletim The National Rotarian. Paul Percy Harris faleceu em 27 de janeiro de 1947, com 79 anos.

Em abril comemoramos o aniversário de Paul Harris, o idealizador e um dos fundadores de Rotary, entidade centenária, à qual pertencemos.
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• 16/4/2008 - Ellen Gracie preside última sessão plenária da gestão como presidente do STF

Nessa quarta-feira (16) se encerra um período que, nas palavras do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, “constituiu um marco impregnado de profunda significação histórica”. A expressão do ministro se refere ao fato de que a sessão plenária desta tarde foi a última presidida pela ministra Ellen Gracie – primeira mulher indicada para o Supremo e também primeira a presidir a Corte. No próximo dia 23, a ministra transmite o cargo para o ministro Gilmar Mendes.

Celso de Mello afirmou considerar que a ascensão de Ellen Gracie à presidência rompeu barreiras culturais e ideológicas que, ao longo de séculos, teriam marginalizado arbitrariamente a mulher no Brasil. A presença dela na chefia simbólica do poder Judiciário nacional no ano que se comemora o bicentenário do primeiro órgão de cúpula da Justiça nacional e se comemoram os 20 anos da promulgação da Constituição Federal de 1988, “representa expressão visível de que em nosso país as relações de gênero passaram a ostentar um novo perfil, superando-se desse modo o contexto ideológico, que impediam injustamente o acesso da mulher às mais elevadas instâncias de poder”, frisou o ministro.

Ele declarou se sentir honrado e privilegiado por ter atuado nesse momento histórico da vida republicana brasileira, “sob a qualificada, competente e digna presidência de Vossa Excelência”. A atuação independente de Ellen Gracie na presidência da Corte e sua condução firme, sóbria e eficiente dos trabalhos foram pontos marcantes da gestão da ministra, na visão do decano. Celso de Mello lembrou ainda a importância dada pela ministra e seu empenho na implementação de práticas processuais mais modernas no Judiciário, “para dar real efetividade ao sistema de administração da Justiça”.

Expectativas confirmadas

O sucesso alcançado pela presidente mostra que todas as expectativas quanto à sua gestão frente ao Supremo Tribunal Federal foram confirmadas, ressaltou o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, ao acompanhar as homenagens para a ministra Ellen Gracie. Antonio Fernando lembrou do discurso que proferiu na posse da ministra na presidência do STF, em 2006, em que ele salientou os reconhecidos talentos intelectuais e de gerenciamento de Ellen Gracie.

Falando em nome dos advogados públicos e privados que atuam na Corte, o procurador-chefe da Procuradoria Geral do estado do Rio de Janeiro em Brasília, Alde Santos Júnior, se juntou às homenagens para a ministra Ellen Gracie, ressaltando a serenidade e a firmeza com que a ministra presidiu os trabalhos na Corte, deixando sempre muito clara a necessária “sensação de segurança jurídica”.

Agradecimento

Visivelmente emocionada com o momento e com as homenagens de seus colegas, a ministra Ellen Gracie ressaltou a honra que teve em presidir a mais alta Corte de Justiça do país. Ela fez questão de agradecer o apoio de todos os ministros, de seus auxiliares e de todos os servidores da casa, sempre “incansáveis em seu trabalho”.

Ellen Gracie mencionou também a atuação firme e isenta do Ministério Público e dos advogados “que militam com denodo, defendendo com ardor as causas de seus clientes”. Para a presidente, esses são fatores que contribuem para que o STF cresça e se firme cada vez mais no cenário nacional.

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• 15/4/2008 - Laranjeiras/SE - Partidos discute estrategias para as eleições 2008

Na tarde de hoje, o vereador José Carlos Sizino Franco(DEM) - conhecido como "JJ" pré-candidato a prefeito de Laranjeiras/SE, reuni-se naquela cidade com o secretário regional e presidente municipal do PRTB, o jornalista Cristiano Batista para discutir estrategias para fortalecer o bloco de oposição contra a reeleição da atual prefeita. O jornalista Cristiano Batista disse ao pré-candidato que unirá todas as forças para inviabilizar a permanência da atual gestão no municipio que não representa a vontade soberana do povo laranjeirense.
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• 13/4/2008 - De Natália para Nathália: gaúcha é eleita Miss Brasil 2008

Fonte: Editor do UOL Tablóide

De Natália para Nathália: Nathália Aderle, 22 anos, a Miss Rio Grande do Sul, é a Miss Brasil 2008! Ela recebeu a coroa de Natália Guimarães, Miss Brasil 2007 e segunda colocada no Miss Universo.
A gaúcha foi a eleita no concurso que reuniu, neste domingo, as misses dos 26 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

A noite começou com um desfile de "cocktail dress", ao som de Alexandre Pires. Depois foi a vez do desfile de trajes típicos, com o Olodum se apresentando, quando as misses apresentaram ao público. Disseram seu nome, o Estado que representam e o nome da fantasia que vestiam. E o primeiro prêmio da noite, justamente o de trajes típicos, foi para a
Miss Distrito Federal.

O terceiro desfile da noite foi de biquíni - e ao som de Jorge Benjor. Na seqüência, o segundo prêmio da noite: a
Miss Paraíba foi eleita a Miss Simpatia - esta eleição é feita com votos das próprias misses.

O primeiro corte eliminou 12 misses. Avançaram à fase seguinte uma miss escolhida pelo público,
Miss Ceará, e 14 selecionadas pelos jurados: Miss Distrito Federal, Miss Espírito Santo, Miss Goiás, Miss Maranhão, Miss Minas Gerais, Miss Pará, Miss Paraíba, Miss Paraná, Miss Pernambuco, Miss Piauí, Miss Rio de Janeiro, Miss Rio Grande do Norte, Miss Rio Grande do Sul, Miss Santa Catarina e Miss São Paulo.

O quarto desfile foi de traje casual, que contou com apresentação do rapper Gabriel, o Pensador. Na seqüência, houve uma homenagem a Adalgisa Colombo, Miss Guanabara 1958, Miss Brasil 1958 e segunda colocada no Miss Universo 1958, disputado em Long Beach (Estados Unidos).

Após a homenagem, houve novo corte, e dez candidatas avançaram à semifinal:
Miss Ceará, Miss Espírito Santo, Miss Goiás, Miss Minas Gerais, Miss Pará, Miss Paraná, Miss Rio de Janeiro, Miss Rio Grande do Norte, Miss Rio Grande do Sul e Miss São Paulo.

As dez misses que participavam da disputam realizaram então o quinto desfile, agora de gala. E foi assim, galantes e charmosas, que elas passaram pela bateria de perguntas dos jurados: quais as maiores qualidades (para a
Miss Rio Grande do Norte); que exemplo quer passar caso eleita Miss Brasil, para a Miss Rio Grande do Sul; quais as características mais positivas do seu Estado, para a Miss Ceará; qual principal desafio irá vencer, caso eleita, para a Miss Espírito Santo; para a Miss Rio de Janeiro, o que é mais importante para uma miss, se a razão ou a emoção; para a Miss Minas Gerais, a quem ela recorre nos momentos mais difíceis; par a Miss Goiás, se ela está preparada para ser a Miss Brasil; a pergunta para a Miss Paraná foi o que a levou a se inscrever no concurso de miss; para a Miss Pará, se ela reúne as características necessárias para vencer o Miss Universo; e, para a anfitriã Miss São Paulo, a última pergunta: o que ela mudaria no Brasil, se tivesse poder para tanto.

Na próxima etapa, foram definifas as cinco finalistas:
Miss Ceará, Miss Goiás, Miss Minas Gerais, Miss Rio Grande do Sul e Miss São Paulo.

Logo na seqüência, saiu a decisão dos jurados:
Miss Minas Gerais ficou em quinto lugar; Miss São Paulo foi a quarta colocada; Miss Goiás ficou em terceiro lugar; Miss Ceará foi a segunda colocada; e a Miss Rio Grande do Sul foi eleita a Miss Brasil 2008.

Tudo o que o Editor do UOL Tablóide tem a dizer para a nova Miss Brasil é: parabéns!
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• 13/4/2008 - Gaúcha é eleita a nova Miss Brasil

Fonte: Folha Online

A representante do Rio Grande do Sul, Natália Anderle, 22, ganhou o concurso Miss Brasil na noite deste domingo em São Paulo. Ela representará o país no concurso Miss Universo deste ano.

Segundo informações da coluna Zapping, ela é a miss com mais cirurgias plásticas que participou do concurso deste ano.

Em segundo lugar, ficou miss Ceará, Vanessa Alves, 24, que representará o Brasil no Miss Mundo. "Com certeza serei uma vitoriosa, vamos acabar com o preconceito e a discriminação", disse Vidal, que é surda (ela não gosta de ser chamada de deficiente auditiva).

A miss Goiás, Cyntia Oliveira ficou em terceiro lugar e representará o Brasil no Miss Beleza Internacional. A miss São Paulo, Janaína Barcelos, 19 ficou em quarto no concurso.

Divulgação
Miss Rio Grande do Sul Natália Anderle, 22, ganhou o concurso Miss Brasil na noite deste domingo em São Paulo
Miss Rio Grande do Sul Natália Anderle, 22, ganhou o concurso Miss Brasil na noite deste domingo em São Paulo
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• 11/4/2008 - Kary Cristina Lima Borges, a Miss Sergipe

Fonte: site UOL

Haroldo Ceravolo Sereza
Pedro Cirne
Em São Paulo

Flávio Florido/UOL

Kary Cristina Lima Borges, a Miss Sergipe

Kary Cristina Lima Borges, a Miss Sergipe

Kary Cristina Lima Borges, de Estância, só queria desfilar. Veio como quem não quer nada, com seu caminhar felino de quem sabe atravessar uma passarela. Acabou virando Miss Sergipe, e agora disputa o título de Miss Brasil - que dá direito a disputar o Miss Universo.

Editor do UOL Tablóide - O que você faz lá em Sergipe?
Miss Sergipe
- Estou no segundo ano do ensino médio. Vou prestar direito. E trabalho na Caixa, também.

Editor do UOL Tablóide - O que te levou a participar de concurso de miss?
Miss Sergipe
- A minha intenção era desfilar, aí foram surgindo os concursos e fui participando.

Editor do UOL Tablóide - Participando e ganhando, até virar Miss Sergipe...
Miss Sergipe
- (risos)

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• 9/4/2008 - TRE CASSA VEREADOR DE CAPELA POR INFIDELIDADE

 
 Fonte: Fax Aju
 
 
O pleno do Tribunal Regional Eleitoral em Sergipe (TRE/SE) cassou nesta terça-feira, dia 8, o mandato do vereador do município de Capela, José Carlos Lopes, PSB, por infidelidade partidária. O vereador trocou de partido em agosto do ano passado, quando já era proibida a mudança de sigla. A data-limite estabelecida pelo STF foi 27 de março de 2007. O vereador deixou o PR, que é fruto da fusão do Prona com o PL, e ingressou o PSB.
A ação contra o vereador foi movida pela Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe no ano passado. Outros 315 vereadores e o deputado estadual Wanderlê Dias Correia, PMDB, são alvos de ações da PRE/SE, que objetivam a cassação de seus mandatos por conta de infidelidade partidária. A ações tiveram a assinatura do então procurador Eduardo Pelella e os julgamentos no TRE/SE estão sendo acompanhados pelo novo procurador regional eleitoral Paulo Fontes.
O vereador de Capela, José Carlos Lopes, alegou em sua defesa que mudou de partido porque houve a fusão de sua agremiação original com outro partido. O procurador regional eleitoral contestou lembrando que a fusão do Prona com o PL ocorreu em outubro de 2006 e o vereador só mudou de partido em agosto de 2007. Ficou provado que a fusão partidária não foi a causa da mudança de partido, confirmou o procurador.
A cassação só foi decidida pelo voto de desempate do presidente do TRE/SE, desembargador Cláudio Dinart Deda Chagas. A relatora do processo, juíza Maria Angélica França e Souza votou pela cassação e foi seguida em seu voto pelo juiz José dos Anjos, pelo jurista Juvenal Francisco da Rocha Neto e pelo presidente do TRE/SE. Contra a cassação votaram o juiz federal Edmilson da Silva Pimenta, o desembargador José Alves Neto e o jurista José Garcez Vieira Filho.
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• 9/4/2008 - Carlos Britto é eleito presidente do TSE

Carlos Britto ao centro (Foto: Agência TSE)

Na sessão plenária desta terça-feira, 8, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeram, por seis votos a um, o ministro Carlos Ayres Britto como novo presidente da Corte para o biênio 2008/2010. Na mesma ocasião foi escolhido o ministro Joaquim Barbosa para exercer a Vice-Presidência do TSE pelo mesmo período, também por 6 votos a um. A posse dos dois está prevista para maio deste ano.

Membro efetivo

Antes da eleição, o ministro Joaquim Barbosa tomou posse como membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao dar posse a Joaquim Barbosa, o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, fez uma breve homenagem ao colega. “É juiz apegado a princípios. Sempre pronto a ouvir, a refletir sobre idéias veiculadas. Tendo a segurança desejada para que se tenha e se observe a indispensável evolução”, disse.

O TSE é composto por três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e por dois advogados escolhidos pelo Supremo e nomeados pelo presidente da República. De acordo com a Constituição Federal, o presidente e o vice do TSE sempre devem ter como Tribunal de origem o STF.

Perfil

Nascido na cidade de Própria (SE), o ministro Carlos Ayres Britto formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, em 1966. Posteriormente realizou os cursos de pós-graduação para Aperfeiçoamento em Direito Público e Privado também na faculdade sergipana, de mestrado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de doutorado em Direito Constitucional também pela PUC paulista.

Ayres Britto exerceu a advocacia e atuou em cargos públicos em Sergipe, como o de Consultor-Geral do Estado, Procurador-Geral de Justiça e Procurador do Tribunal de Contas. Também foi Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre 1993 e 1994. Foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2003. Ao longo da carreira, Carlos Ayres Britto exerceu o magistério em várias universidades, em cursos de graduação e pós-graduação.

Além das diversas atividades jurídicas, o ministro aprecia muito a literatura. Ele é membro da Academia Sergipana de Letras. Entre os livros de poesia publicados por Ayres Britto estão: "Teletempo"; "Um lugar chamado luz"; "Uma quarta de farinha"; "A pele do ar"; "Varal de Borboletas". O ministro tem 63 anos, é casado e tem cinco filhos.

Joaquim Barbosa

Doutor em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde concluiu mestrado em Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Público Comparado, Joaquim Barbosa é ministro do STF desde junho de 2003.

Antes de ingressar no Supremo, foi membro do Ministério Público Federal de 1984 a 2003, com atuação em Brasília (1984-1993) e no Rio de Janeiro (1993-2003). Foi chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde (1985-88) e advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados-SERPRO (1979-84). Ele também foi oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, na Finlândia.


É professor licenciado de Direito Público da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tendo lecionado antes na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro e na Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), em Brasília. Cumpriu também o programa de Mestrado em Direito e Estado da Universidade de Brasília (1980-82).


Foi Visiting Scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, em Nova Iorque, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003).


Fonte: TSE

É assíduo conferencista, tanto no Brasil quanto no exterior. Foi bolsista do CNPq (1988-92), da Ford Foundation (1999-2000) e da Fundação Fullbright (2002-2003). 

Joaquim Barbosa é autor das obras "La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien", publicada na França em 1994 pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (LGDJ), na coleção "Bibliothèque Constitutionnelle et de Science Politique", "Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade. O Direito como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA", publicado pela Editora Renovar, Rio de Janeiro, 2001; e de inúmeros artigos doutrinários. 

O novo membro efetivo do TSE nasceu em Paracatu (MG) e tem 54 anos. 
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• 5/4/2008 - Muitos festejos nos cem anos da Associação Brasileira de Imprensa

Um concerto com a interpretação de obras de Villa-Lobos com arranjos jazzísticos vai abrir às 12h30 da próxima terça-feira, 1º de abril, no Palácio Itamaraty do Rio, as comemorações do centenário da Associação Brasileira de Imprensa, que transcorre no dia 7. A apresentação do quarteto Bruce & Villa’s Voz — Bruce Henri (contrabaixo), Leo Ortiz (violino), Fernando Moraes (piano) e Ricardo Costa (percussão e bateria) — será aberto ao público, com entrada franca. O recital integra o projeto Música no Museu, da Casa França-Brasil, cujo ex-Presidente e Embaixador Marcos Azambuja teve a iniciativa de dedicá-lo aos cem anos da ABI.

A primeira semana da programação do centenário inclui ainda uma sessão da Academia Brasileira de Letras em homenagem à ABI, às 17h30 da quinta-feira, dia 3, no Petit Trianon, e o “Show do centenário”, com a participação da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do Maestro Isaac Karabtchevsky, e de Paulinho da Viola, às 20h do dia 7, no Teatro Municipal do Rio. A essa sessão de gala estarão presentes o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Governador Sérgio Cabral e outras personalidades de diferentes setores da sociedade, entre as quais dezenas das cerca de 180 que aceitaram o convite para integrar a Comissão de Honra do Centenário da ABI. 


ABL, ANISTIA, SELO

A sessão especial da Academia Brasileira de Letras será dedicada a homenagear ex-presidentes da ABI, a começar por seu fundador, o catarinense Gustavo de Lacerda, cuja trajetória será descrita por seu biógrafo, o jornalista e escritor Moacir Pereira, que virá de Florianópolis especialmente para o ato. A seguir, o jornalista, professor e historiador Fernando Segismundo, único ex-Presidente da ABI vivo, falará sobre Herbert Moses, com o qual começou a trabalhar muito jovem, em 1936; Villas-Bôas Corrêa, decano da crônica política do País, discorrerá sobre Prudente de Moraes, neto, com o qual trabalhou na reportagem política desde o fim dos anos 40; Cícero Sandroni, Presidente da Academia, prestará homenagem a Barbosa Lima Sobrinho, que foi três vezes Presidente da ABI, a última de 1978 a 2000, ano de sua morte, e teve Sandroni como um dos principais companheiros de Diretoria. Encerrando a sessão, o acadêmico, jornalista e escritor Murilo Mello Filho falará sobre a atuação da ABI ao longo desses cem anos. 

No dia 4, a partir das 10h, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça realiza na sede da ABI uma sessão de julgamento de processos de jornalistas e viúvas de jornalistas — entre as quais as de George de Barros Cabral, Julieta Moreira Cabral, e Octávio Malta, Rosa Gomes Malta, ambas de 84 anos. O Ministro Tarso Genro fará a abertura do ato, que será conduzido pelo Presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires Júnior. 

No dia 6, às 18h15, no Hipódromo da Gávea dp Jockey Clube Brasileiro, Páreo Centenário da Associação Brasileira de Imprensa, 8º da tarde-noite turfística, que inclui o Grande Prêmio Zélia Peixoto de Castro e o Grande Prêmio Antonio Joaquim de Castro Júnior.

No dia 7, às 11h, no Edifício Herbert Moses (Rua Araújo Porto Alegre, 71), sede da ABI, será lançado o selo comemorativo do centenário, em ato com a presença do Presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Carlos Henrique Custódio, que virá de Brasília para a solenidade. A emissão foi determinada pelo Ministro das Comunicações, Senador Hélio Costa. O selo põe em relevo a figura do fundador Gustavo de Lacerda e a imagem da sede da ABI, primeiro marco da moderna arquitetura brasileira, construído entre 1936 e 1938 e tombado em 1984 pelo Instituto do Patimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 


SHOW DO CENTENÁRIO

Também no dia 7, às 20h, no Teatro Municipal do Rio, haverá o “Show do centenário”, com a participação da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do Maestro Isaac Karabtchevsky, e de Paulinho da Viola. A essa sessão de gala estarão presentes o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Governador Sérgio Cabral e outras personalidades de diferentes setores da sociedade, entre as quais dezenas das cerca de 160 que aceitaram o convite para integrar a Comissão de Honra do Centenário da ABI. 


OUTROS EVENTOS

A programação do Centenário se estenderá até março de 2009, com iniciativas como exposições, seminários e edição de obras. Nas primeiras semanas, acontecerão os seguintes eventos: 

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Dia 8 de abril, às 22h30, TV Educativa do Rio de Janeiro, com transmissão para outras emissoras públicas de televisão, o programa Observatório da Imprensa será dedicado à ABI e sua história. Apresentação: Alberto Dines.

BIBLIOTECA NACIONAL

Dia 9 de abril, às 16h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, abertura do Ciclo 2008: Estudos Comemorativos do Projeto Quarta às Quatro, com exposição do tema “Os cem anos da Associação Brasileira de Imprensa”, pelo Presidente da ABI, jornalista Maurício Azêdo.

SENADO FEDERAL

Dia 10 de abril, às 10h, no Senado Federal, Sessão Solene em homenagem à ABI, convocada por iniciativa do Senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). OAB-RJ

Dia 10 de abril, às 16h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção do Estado do Rio de Janeiro, homenagem à ABI durante a sessão do Conselho Seccional da OAB-RJ.

ALERJ

Dia 11 de abril, às 18h30, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sessão solene de entrega à ABI da Medalha Tiradentes, concedida por proposta do Deputado André do PV. 

BIBLIOTECA NACIONAL

Dia 16 de abril, às 16h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, segunda sessão do Projeto Quarta às Quatro dedicada aos cem anos da ABI, tendo como conferencista o jornalista Villas-Bôas Corrêa. 

CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

Dia 16 de abril, às 18h30, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sessão solene de entrega à ABI do Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, concedidas por requerimento de autoria do Vereador Stepan Nercessian (PPS), também autor do requerimento de realização da sessão.

ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

Dia 17 de abril, sessão especial da Academia Paulista de Letras em homenagem ao centenário da ABI. 

CÂMARA DOS DEPUTADOS 

Dia 29 de abril, às 10h, na Câmara dos Deputados, realização da III Conferência Legislativa de Liberdade de Imprensa, em comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (8 de maio), instituído pela Unesco. A iniciativa é da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, com co-patrocínio da ABI. O tema é “A nova Lei de Imprensa”.

ABRAJI

Dia 8 de maio, às 19h30, no Teatro Ney Soares (Rua Diamantina, 463 — Lagoinha — Belo Horizonte-MG), cerimônia de abertura do III Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Este ano, o evento, que estenderá até o dia 10, é dedicado ao centenário da ABI.

CONSELHO FEDERAL DA OAB

Dia 19 de maio, no plenário do terceiro andar do edifício-sede da Ordem dos Advogados do Brasil (SAS, Lote l, Bloco M — Brasília-DF), homenagem do Conselho Pleno da OAB ao centenário da ABI. O Conselheiro Vitalício Marcello Lavénère Machado, ex-Presidente do Conselho Federal da Ordem, fará a saudação oficial em nome da instituição. 

EM SÃO PAULO

A programação contará ainda com atos em São Paulo, em datas a serem fixadas. Estão programadas reunião extraordinária do Conselho Municipal de Educação da capital, por iniciativa do Presidente do CME, João Gualberto Meneses, membro da Comissão de Honra do Centenário; sessão especial do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, por iniciativa de sua Presidente, Nelly Candeias, também integrante da Comissão de Honra; e homenagem na Faculdade de Comunicação das Faculdades Integradas Alcântara Machado. 

COMISSÃO CATARINENSE 

Uma programação especial para comemorar o centenário da ABI também será realizada em Florianópolis, sob a coordenação de uma comissão criada pelo Governador Luiz Henrique Silveira e presidida pelo Secretário de Comunicação Social do Governo do Estado, com a participação da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), que está planejando uma série de eventos. 

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• 5/4/2008 - COMISSÃO APROVA INDENIZAÇÃO PARA VINTE JORNALISTAS

 
 
 

 

Ziraldo e Jaguar receberão valores superiores a R$ 1 milhão. Jornalistas anistiados também passarão a receber pensão de cerca de R$ 4,5 mil mensais.
 jornalistas receberam nesta sexta-feira (4), na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, a concessão de indenizações e o reconhecimento do estado como cidadãos anistiados pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

As maiores indenizações foram concedidas para Ziraldo Alves Pinto e Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, que receberam acima de R$ 1 milhão – R$ 1.000.253,24, referente aos cálculos retroativos ao período em que deram entrada com o pedido na Justiça. Os outros 18 jornalistas receberão valores que variam entre R$ 320 mil e R$ 590 mil.

 

Além das indenizações, todos os jornalistas anistiados serão beneficiados com uma pensão mensal de R$ 4,5 mil em média.

Ziraldo fez um agradecimento ao conselheiro que leu sua trajetória e subiu ao palco para abraçá-lo. Esse valor será minha aposentadoria. Tudo que criei perdi por causa da ditadura. Recebo R$ 1 mil por mês de aposentadoria após 50 anos de trabalho.

 

Sobre as críticas ao pagamento das indenizações, batizado de bolsa-ditadura, reagiu: Estou me lixando para esses críticos. Eu não deixei de fazer minhas críticas durante a ditadura. Enquanto eu fazia minhas charges, eles tomavam cafezinho com o Golbery, rebateu. Jaguar foi representado pelo advogado Humberto Jansen.

Ricardo de Moraes Monteiro, assessor de imprensa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, também reagiu. Isso é uma reparação do estado pelo que sofremos, disse ele, que teve direito a indenização de pouco mais de R$ 590 mil.

 

Sou de família de comunista. Meu pai foi preso em 1964. Eu e meu irmão, em 75. Depois ele se suicidou. Essa dor não vai ser reparada para mim, minha família, meu filhos. Quero homenagear todos os jornalistas que lutaram contra a ditadura, disse Monteiro em seu discurso.

É a primeira vez que os processos são apreciados fora de Brasília. A iniciativa faz parte do projeto Caravanas da Anistia, lançado este ano. A comissão pretende percorrer, até 2010, todos os estados brasileiros e países da América Latina que passaram por períodos de ditaduras militares, como Argentina, Chile e Uruguai.

A comissão, presidida por Paulo Abrão Pires Junior, é formada por 22 conselheiros nomeados pelo ministro Tarso Genro. Cinco deles participaram dos julgamentos no Rio, incluindo duas mulheres que chegaram a chorar algumas vezes durante a leitura dos despachos.

Na abertura do evento foi marcado por momentos de emoção. Em tom solene, a cerimônia contou com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro. Os jornalistas mortos durante o regime militar, Vladimir Herzog e David Capistrano da Costa, foram homenageados.

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• 4/4/2008 - Show e selo no aniversário da ABI

Nesta segunda-feira, dia 7, a ABI completa um século de fundação. O ponto alto das comemorações será a solenidade oficial no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, às 20h. O Vice-presidente da República, José Alencar, é o convidado de honra do evento, que terá apresentação da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do Maestro Isaac Karabtchevsky, e do cantor e compositor Paulinho da Viola. Estarão presentes à festa autoridades, jornalistas e representantes de diversos segmentos da sociedade civil — entre os quais dezenas de figuras ilustres que aceitaram o convite para integrar a Comissão de Honra do Centenário da ABI.

Também nesta segunda-feira será lançado o selo comemorativo do Centenário da ABI em ato na sede da entidade, às 11h, com a presença do Presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Carlos Henrique Custódio, que virá de Brasília para a solenidade. A emissão foi determinada pelo Ministro das Comunicações, Hélio Costa. O selo destaca a imagem da atual sede da Associação Brasileira de Imprensa no Rio de Janeiro — que, pelos arquitetos Milton e Marcelo Roberto e inaugurada em 10 de setembro de 1938, é um dos marcos da moderna arquitetura brasileira projetada —, a face de seu fundador, Gustavo de Lacerda, e a logomarca da ABI. Ao fundo, há ainda a imagem esmaecida de uma página do jornal publicado pela Associação, com fotos de fachadas de prédios que a instituição ocupou até chegar à Rua Araújo Porto Alegre, no Centro do Rio. As cores da bandeira do Brasil na logomarca da Associação e a tarja azul com a respectiva legenda imprimem brasilidade ao conjunto. De acordo com o Presidente da ABI, jornalista Maurício Azêdo, com esta homenagem os Correios “ratificam, por meio da filatelia, a missão de propagar os valores mais representativos das instituições brasileiras”.

Fundada numa época em que não existiam sindicatos, leis trabalhistas e entidades de defesa profissional, a ABI foi a primeira instituição de imprensa do Brasil. A partir dos anos 1960, incorporou a defesa dos direitos humanos à luta pela liberdade de imprensa, com atuação determinante em movimentos de destaque no País, como durante a campanha “O petróleo é nosso”, lançada na entidade em 4 de abril de 1948; pela anistia, no fim da década de 70; no movimento Diretas Já, em 1984; e na convocação da Assembléia Nacional Constituinte, em 1986.

A programação dos cem anos da ABI, que teve início em 1º de abril se estenderá até março de 2009, com exposições, seminários, e diversas homenagens em vários estados brasileiros.

 

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• 4/4/2008 - CONAM realiza Plenária em Aracaju

 

Nessa segunda feira (07) das 15h00 as 18h00 a Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM promoverá na Escola do Legislativo do Estado de Sergipe uma Plenária com os presidentes de Associações de Moradores do Estado de Sergipe para discutir o 10º Congresso da CONAM que será realizado na cidade de Lauro de Freitas/BA, nos dias 22 a 25 de maio do ano. O congresso terá como temática “Reforma urbana, com a soberania nacional, desenvolvimento e direitos sociais”.

A diretora nacional, Adriana Oliveira e o coordenador da região Nordeste, Manoel Barros, informaram que de fevereiro ao inicio de abril realizaram diversas plenárias em várias cidades do estado visando informar aos presidentes de associações o regulamento do processo de participação de eleição de delegado para o 10º Congresso da CONAM, tendo a atingido 456 associações de moradores.

O coordenador regional informou ainda que a comissão de organização é composta dos seguintes presidente: Aterciano Alves, Jardim Centenário; Aragão Barroso, Bugio; Adriano Araújo, São Carlos; Gilberto Pereira, Santa Maria; Carlos André, Santa Madalena; Haroldo da Conceição, Estrela do Oriente; Givaldo dos Santos, Lamarão e Fábio Ferro, Coroa do Meio.

No dia 18 de abril o presidente da Confederação Nacional, Wander Geraldo estará em Aracaju para cominar nossas plenárias e fará palestra para os presidentes de associações de moradores sobre o movimento comunitário na luta da organização do povo. A comissão organizadora destacou o apoio que vem recebendo da deputada estadual Tânia Soares e do prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira que foram fundamental para a concretização dos trabalhos preparatório de eleição dos delegados que irão participam na cidade Lauro de Freitas do 10º Congresso da Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM.

 

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